Tártaro

O que é o Tártaro?

O Tártaro consiste na mineralização da placa bacteriana que se encontra na superfície dos dentes. Este forma-se devido à mistura dos minerais presentes na saliva com partículas de comida que ficam entre os dentes e bactérias.

Isto acontece quando a placa bacteriana não é removida, por consequência endurece e mineraliza nos dentes, originando o Tártaro. Este facto pode ocorrer em apenas 26 horas.

O Tártaro é diferente da placa bacteriana, pois este provoca a descoloração dos dentes tornando o processo de remoção mais complexo relativamente ao da placa bacteriana.

Assim, quando o Tártaro se forma nos dentes só poderá ser removido pelo seu médico ou higienista.

Por que razão temos Tártaro?

A ausência de uma correta higiene oral é o fator principal para a formação do tártaro. Ainda que escove os dentes diariamente e utilize fio dentário é fundamental visitar regularmente o seu dentista, uma vez que, o tártaro se forma em zonas difíceis para chegar com a escovagem normal.

No entanto, existem outros fatores de risco que também contribuem para o aparecimento de tártaro, como:

  • Consumo de açúcares ou hidratos de carbono – doces e alimentos ricos em hidratos de carbono são propícios à proliferação de bactérias na boca, que são consequência do aparecimento de placa bacteriana e tártaro.
  • Fumar – pessoas com hábitos tabágicos têm maior tendência para ter tártaro nos dentes e gengivas.

Como prevenir?

Como prevenir as consequências negativas do tártaro para a saúde oral:

  • Use pasta de dentes com flúor, que ajuda a reparar as lesões no esmalte dos dentes e a combater a ação bacteriana.
  • Evite comidas demasiado ácidas.
  • Não fume.
  • Beba água durante e após as refeições.
  • Visite o seu dentista de 6 em 6 meses.

Em conclusão, é aconselhável que faça a destartarização de 6 em 6 meses, uma vez que, esta ajuda a prevenir as gengivas e melhora a aparência dos dentes, deixando-os mais limpos, saudáveis e brilhantes.

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Boca Seca

Qual a influência da boca seca na saúde oral?

A influência que a boca seca ou “xerostomia” tem na nossa higiene oral está relacionada principalmente com a prevenção de algumas doenças, limpeza e fenómenos relacionados com a digestão alimentar.

A verdade é que todos precisamos de saliva para mantermos a boca húmida e limpa, assim como para ajudar nos fenómenos de digestão dos alimentos.

A saliva também previne infeções, porque controla as bactérias e os vírus que se alojam na boca.

Consequentemente, quando não há produção suficiente de saliva, a boca fica seca e torna-se desconfortável.

Se sofre deste problema, felizmente, existem muitos tratamentos eficazes para o ajudar.

No entanto, pode identificar este problema com os sintomas descritos abaixo.

Sintomas

  • Uma sensação pegajosa e de secura na boca.
  • Sede frequente e garganta seca.
  • Focos de dor na boca, fendas nos cantos da boca ou lábios gretados.
  • Uma sensação de queimadura ou comichão, especialmente na língua.
  • Dificuldade em falar, saborear, mastigar e engolir.
  • Rouquidão e mau hálito podem também ser sinais de garganta seca.

Por que motivo a boca seca é um problema de saúde oral?

Para além de existir a possibilidade de agravar os sintomas descritos anteriormente, a boca seca pode ainda aumentar o risco de gengivite, cárie dentária e outras infeções. A boca seca pode ainda dificultar o uso de placas dentárias.

Assim, qual o tratamento mais adequado a este problema?

  • Primeiro entender e tratar a causa que está subjacente a este problema.
  • Prevenir o aparecimento de cáries através de uma boa higiene oral.
  • Aumentar o fluxo de saliva.

Como podemos aumentar o fluxo de saliva?

Normalmente o médico dentista recomenda algumas medidas simples que pode associar às suas rotinas diárias, tais como:

  • Beber água com frequência para manter a boca húmida e evitar a mucosidade que se forma.
  • Sugar cubos de gelo.
  • Mascar rebuçados ou pastilhas sem açúcar.
  • Faça uma alimentação leve, fresca e à temperatura ambiente.
  • Evite comidas salgadas e secas.
  • Evite bebidas com alto teor de açúcar.
  • Evite a utilização de elixires bucais que contenham álcool ou peróxidos.
  • Evite o álcool e o tabaco.

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Escova Manual ou Elétrica?

Segundo um estudo desenvolvido pela Universidade de Greifswald, na Alemanha, a utilização de escovas de dentes elétricas, a longo prazo, atrasa a progressão da doença periodontal e ajuda a prevenir a perda dentária.

Devemos utilizar escovas de dentes elétricas ou manuais?

Este estudo foi feito com base na comparação de utilização de escovas elétricas e manuais, com o objetivo de perceber o impacto na saúde oral do utilizador.

Os investigadores concluíram com este estudo que os utilizadores de escovas elétricas sofrem menos de perda dentária comparativamente aos utilizadores de escovas manuais.

Por que são as escovas elétricas melhores?

O estudo mostra que as escovas de dentes elétricas melhoram a saúde periodontal através de uma mais eficaz remoção da placa bacteriana da superfície dos dentes.

Para além disso, os investigadores afirmam que os utilizadores de escovas elétricas têm até 20% mais dentes do que os utilizadores de escovas de dentes manuais.

Como consequência deste estudo, os cientistas recomendam a utilização das escovas de dentes elétricas em detrimento das versões manuais.

Detalhes da investigação:

Esta investigação observou a saúde oral de 2819 participantes durante um período de 11 anos.

Contudo, existe um crescimento da tendência de utilização de escovas dentárias elétricas ao longo dos últimos anos, revela a investigação afirmando que no início do estudo apenas 18% dos participantes utilizavam escovas elétricas, mas o número de utilizadores no final do mesmo era já de 37%. 

De acordo com os investigadores do estudo, a tendência é suportada pelo crescimento deste segmento de mercado, que registou um incremento de 6% entre 2012 e 2016.

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10 Alimentos que Pigmentam os Dentes

Ter um sorriso bonito e uma boa higiene oral faz toda a diferença na nossa auto-estima e vida social, por isso, deixamos-lhe 10 alimentos que pigmentam os dentes.

Com o passar do tempo, os nossos dentes perdem o tom natural (branco) e adquirem algumas manchas e em alguns casos, um tom amarelado.

Qual a razão por que isto acontece?

O que proporciona a cor aos dentes é a dentina, que é o tecido que está logo abaixo do esmalte dentário, sendo por sua vez a camada mais externa e protetora.

Há indivíduos que podem ter os dentes naturalmente mais escuros e este facto não está relacionado com a alimentação.

Porém, existem determinados alimentos que fazem com que os dentes fiquem manchados ou amarelados.

Existem dois tipos de alimentos que originam este problema. Os que possuem a pigmentação excessiva, como o café, por exemplo, e os que são muito ácidos, como as frutas cítricas, as bebidas alcoólicas e refrigerantes.

Quais os alimentos que pigmentam os dentes?

Aqui ficam alguns alimentos que devem ser consumidos com moderação:

  1. Café.
  2. Chá.
  3. Tabaco.
  4. Vinho tinto.
  5. Refrigerantes.
  6. Caril.
  7. Beterraba.
  8. Açaí.
  9. Alguns molhos (molho de ketchup, molho de tomate e molho de soja).
  10. Frutas pigmentadas (framboesas, amoras, mirtilos).

Quando estes alimentos são consumidos sem moderação depositam a sua pigmentação no esmalte do dente, dando-lhe a cor amarelada.

No entanto, não é necessário excluir estes alimentos da dieta, se fizer uma boa higiene oral, evita que os dentes fiquem tingidos e com aspeto amarelado.

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4 Dicas para Manter a Saúde Oral nas Férias

As férias do verão chegaram e é hora de viajar e passar tempo em família. Este momento é tão esperado que deve ser programado para que nada o perturbe, como por exemplo, uma dor de dentes. 

Assim, deixamos-lhe 4 dicas para não deixar a higiene oral de lado durante as suas férias: 

  • Marque uma consulta com o seu médico dentista no início das férias para prevenir a dor de dentes ou outro tipo de complicação.  
  • Faça, no mínimo, duas escovagens diárias (de manhã e antes de dormir) e não se esqueça de ajudar os seus filhos nesta tarefa até aos 8 anos de idade. A hora da escovagem deve ser  um momento divertido. 
  • Faça lanches com fruta. A fruta é uma grande aliada para manter os dentes e gengivas saudáveis. Se levar frutas cortadas e geladas podem até ser uma boa alternativa aos gelados por exemplo. 
  • Dê sempre preferência à água e evite os refrigerantes, que para além dos açúcares, têm ácidos que podem causar cárie e erosão dentária. 

Malas feitas e dicas prontas e já pode usufruir das férias ao mesmo tempo que cuida da sua saúde oral.

Lembre-se de levar o seu Kit de higiene oral, ele vale ouro!

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Stress Relacionado com a Saúde Oral

Um estudo publicado pela Nova Scotia Dental Association, mostra que existe uma relação entre o stress e a saúde oral.

Nada Haidar, presidente da Nova Scotia Dental Association, afirma que:“o stress pode ter impacto na saúde oral. É importante que as pessoas reconheçam que o stress pode estar a afetar a sua saúde oral e que partilhem as suas dúvidas e preocupações com os seus médicos dentistas”.

De que forma podemos relacionar estes dois fatores?

Apesar do stress ocorrer naturalmente, o estudo revela que o stress excessivo pode levar a hábitos pouco saudáveis, relacionados com a saúde oral, tais como: esquecer de lavar os dentes, esquecer de usar o fio dentário ou não ir ao médico dentista com regularidade.

“Em situações de stress, alguns indivíduos escolhem praticar hábitos pouco saudáveis por não conseguirem lidar com as situações do quotidiano, como fumar, consumir álcool e bebidas e alimentos açucarados”, acrescenta.

Outras situações que comprovam este relacionamento

Consequentemente, o stress pode levar ao desenvolvimento de determinados patologias como boca seca e bruxismo. São vários os estudos que demonstram que a saúde mental está diretamente relacionada com a saúde oral.

Como isto acontece?

Os níveis de stress têm efeitos fisiológicos no organismo, o que pode também influenciar a saúde oral dos pacientes. “Picos na hormona do stress – cortisol – podem enfraquecer o sistema imunitário, o que faz com que seja mais fácil para as bactérias invadirem a gengiva e causar inflamação.  

Para além disso, determinados antidepressivos e medicamentos para a ansiedade podem causar problemas de boca seca”, revelava recentemente um estudo.

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Fonte: saúde oral (online).

Placa Bacteriana

Muitas vezes nos questionamos sobre o que é a placa bacteriana, quais as suas causas e de que forma podemos prevenir esta situação.

A placa bacteriana é uma camada fina e incolor que cobre a superfície dos dentes. Como esta camada (placa) contém bactérias, depois de uma refeição ou até mesmo um lanche, estas bactérias entram em atividade e libertam ácidos que atacam o esmalte do dente. Consequentemente, esta acumulação de placa bacteriana nos dentes pode fazer com que o esmalte se quebre, dando origem às cáries.

A gengivite que já falamos aqui, também está associada à placa bacteriana, sendo inclusive a consequência desta.

Quando a placa bacteriana não é removida durante a higiene oral diária, pode evoluir para a formação de tártaro.

Quais são as causas do aparecimento da placa bacteriana?

A razão pela qual desenvolvemos placa bacteriana deve-se à ingestão de alimentos que contêm nas suas características hidratos de carbono, como refrigerantes, bolos e doces. Estes alimentos provocam a proliferação das bactérias na boca que por sua vez, produzem ácidos nocivos ao esmalte dentário e causam a sua desmineralização.

Como percebemos que estamos com placa bacteriana?

De uma forma geral, não existe qualquer tipo de sinal ou sintoma que nos dê esta indicação, excepto se a placa bacteriana se for acumulando e evoluir para gengivite.

No entanto, é necessário ter em atenção aos seguintes sintomas:

  • Mau hálito.
  • Sensibilidade dentária.
  • Gengivas inflamadas.

Como podemos prevenir o acumular de placa bacteriana?

Veja aqui as dicas da Dra. Susana Abreu.

Lembre-se sempre: se a placa bacteriana não for removida diariamente através da escovagem e utilização do fio dentário, pode evoluir para a formação de tártaro.

A placa bacteriana começa a formar-se imediatamente após a escovagem dos dentes, por isso é essencial a sua remoção diária e uma boa manutenção da saúde dos seus dentes e gengivas.

É fundamental que se certifique que utiliza as técnicas de escovagem e limpeza dos dentes corretas e que não deixa áreas por higienizar.

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Fonte: American Dental Association (online). Plataforma de saúde oral (online).

Como a Dieta da Mãe Influencia a Saúde Oral do Filho

A alimentação e os hábitos de higiene orais são fundamentais no período de gravidez. No entanto, em que sentido a dieta da mãe influencia a saúde oral do filho.

Segundo um estudo desenvolvido pela Universidade Melbourne e mencionado pela revista saúde oral:

“A genética não predispõe as pessoas para o desenvolvimento de cáries dentárias, mas as crianças com mães com excesso de peso, têm maiores probabilidades de ter cáries dentárias”.

Mihiri Silva, a investigadora que coordenou o estudo sublinha que “a forma como a genética impacta a saúde oral ainda não foi muito estudada. Este é o primeiro estudo com gémeos que analisa tanto a genética como os fatores de risco no início de vida, nomeadamente as doenças e o estilo de vida. Descobrimos que os gémeos idênticos, com genomas idênticos, têm níveis de cáries dentárias diferentes. Isto significa que os fatores externos, como a falta de flúor na água, por exemplo, parecem ser a primeira causa das cáries dentárias e não a predisposição genética.”

Relação entre o estilo de vida mãe e a saúde oral do filho:

Com este estudo foi possível demonstrar que existe uma relação entre a saúde e o estilo de vida da mãe durante a gravidez e a futura saúde oral da criança.

Concluindo-se que a obesidade durante a gravidez pode ser um marcador para o aumento da probabilidade de desenvolvimento de cáries dentárias nas crianças.

“A relação entre a obesidade materna e as cáries dentárias da criança é complexa. Talvez o peso da mãe tenha uma influência biológica no desenvolvimento do feto ou talvez o risco de desenvolvimento de cáries dentárias aumente devido ao maior consumo de açúcares naquele lar”. Refere a investigadora.

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Fonte: Revista saúde oral (online).

Dentistas Têm um Papel Crucial na Deteção de Doenças

Segundo o estudo publicado pela revista saúde oral, os médicos dentistas podem desempenhar um importante papel na deteção de algumas doenças, nomeadamente a diabetes e as doenças cardiovasculares.

Saúde oral influencia a saúde em geral:

Uma má saúde oral pode ter elevado impacto na saúde em geral, diz estudo publicado recentemente. Segundo os investigadores uma má saúde oral pode provocar fraqueza muscular em pessoas idosas.

Conclusões do estudo:

“Uma boa saúde oral é essencial para o nosso bem-estar geral”, defende Michael Escudier, reitor da Faculty of Dental Surgery.

“Os dentistas e outros profissionais de medicina dentária inspecionam sempre a mucosa oral de um paciente no curso de um tratamento. Isto é uma oportunidade para monitorizar, de uma forma regular, a forma como a saúde de um paciente está a mudar. Ao verificar a saúde oral de um paciente, o dentista pode procurar sinais de outras condições de saúde”, acrescenta.

Para o bem-estar dos pacientes:

A FDS (Faculdade de Cirurgia Dentária) publicou recentemente algumas recomendações a médicos dentistas e outros profissionais da área para que possam desempenhar um papel mais ativo na defesa da saúde e no bem-estar dos pacientes.

O documento inclui as seguintes recomendações:

  • As campanhas de saúde pública nacionais e locais devem sempre recorrer aos médicos dentistas para aconselhamento sobre estilos de vida saudáveis;
  • Iniciativas para diagnosticar a diabetes e doenças cardiovasculares devem incluir dentistas e outros profissionais de saúde oral sempre que possível;
  • Ações concertadas para melhorar a saúde oral e o acesso a serviços dentários junto da população mais idosa.

Fonte: Revista de saúde oral – online.

Pastas Dentífricas e Sensibilidade Dentária

Muito se tem falado da sensibilidade dentária e de como podemos tratar este problema. Uma das dicas é a utilização de pastas dentífricas adequadas a esta hipersensibilidade:

Mas serão as pastas dentífricas suficientes para tratar a sensibilidade dentária?

Segundo um estudo publicado pela revista saúde oral, a Universidade de Berna e os seus investigadores analisaram oito pastas dentífricas com a indicação de propriedades anti-erosivas ou dessensibilizantes e uma pasta dentífrica de controlo, todas elas disponíveis em farmácias da Europa e Brasil.

Os resultados afirmam que todas as pastas dentífricas analisadas provocaram perda progressiva da superfície dentária no período de cinco dias. De acordo com a investigadora:

“Nenhuma delas revelou ser melhor do que as restantes. A indicação depende de cada caso. O teste demonstrou que algumas pastas dentífricas provocavam menos perda da superfície dentária do que outras, mas todas elas se assemelhavam à pasta dentífrica de controlo neste ponto. Estatisticamente eram todas semelhantes, embora tenham sido detetadas diferenças em termos numéricos”.

Os investigadores concluem que estas pastas dentífricas, cumprem uma função, mas devem ser usadas como complemento e não como tratamento da sensibilidade dentária.

João Souza, co-autor do estudo, diz que são necessários pelo menos três fatores para uma abordagem completa à sensibilidade dentária:

  • Tratamento prescrito por um médico dentista.
  • Uso de uma pasta dentífrica adequada.
  • Alterações do estilo de vida.

“A erosão dentária é um problema multifatorial. Está relacionada com a escovagem e, sobretudo, com a alimentação. E os alimentos e as bebidas são cada vez mais ácidos”.

“Estamos agora a desenvolver outros estudos sobre a dentina com vista a equacionar outras possibilidades, uma vez que nenhum dos dentífricos estudados mostrou ser capaz de prevenir a erosão dentária ou a hipersensibilidade dentária, o que é motivo para preocupação”.

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Fonte: Estudo realizado na Universidade de Berna, Suíça com a participação de um investigador apoiado por uma bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) publicado pela revista Saúde Oral a 29 de abril de 2019.

O estudo, intitulado ‘Chemical and physical factors of desensitizing and/or anti-erosive toothpastes associated with lower erosive tooth wear’ foi publicado na revista científica Scientific Reports Journal.